quarta-feira, 31 de agosto de 2011
domingo, 28 de agosto de 2011
DOMINGOS...
'Hoje é domingo pé de cachimbo
Cachimbo é de ouro, bate no touro,
O touro é valente, bate na gente,
A gente é fraco, cai no buraco,
O buraco é fundo, acabou-se o mundo...'
Se eu bem me lembro era assim a musiquinha da infancia que fez parte da história da maioria das crianças da minha época em diante... Pois é, hoje é domingo... e como estou de bobeira em casa, sem o compromisso de ir correndo de um lugar a outro para trabalhar, resolvi ouvir um montão de coisa que tava armazenada nas minhas caixinhas de CDs...
Essas coisas são Barão vermelho, que ouvi logo pela manhã... Jorge Vercillo, aquele CD mais antigo e já esquecido quase no baú, mas ainda gosto um bocado... ouvi algumas coisas novas assim que liguei o computador. Igor de Carvalho é um que ouço todos os dias na internet... Mas ouvir as músicas mais antigas me transportam pra um período tão gostoso da minha vida... de encontros e desencontros, que só eu sei... me traz à memória amigos, pessoas... situações...
Gosto das recordações, mas gosto só das lembraças mesmo... gosto mais de mim hoje... das coisas de adolescentes já superadas, da mentalidade mais amadurecida... dos relacionamentos já cultivados e que sobreviveram, alguns, ao tempo e à distância... alguns são Fênix, ressurgiram das cinzas... e isso me faz um grande bem... Mas o hoje não é como eu imaginava, mas é onde eu queria estar... Bem que eu poderia ser um pouco menos introvertida, mas assim sou eu... e não me importo...
Hoje, domingo, há alguns anos atrás, eu estaria me arrumando toda frenética para ir à igreja... tempos mais tarde, eu estaria a essa hora na igreja... hoje... hoje estou aqui... escrevendo, ouvindo música 'velha', relembrando tudo isso... e tomando um vinho... mesmo nesse calor desgraçado... mas é que não gosto de cerveja... não sinto falta dos domingos cheios de dogmas... mas sinto falta das pessoas... elas me faziam muito feliz... eram bons amigos... esses todos se foram... casaram-se, mudara-se, seguiram suas vidas... segui minha vida... com pessoas que tenho certeza que a distância, o tempo, a morte... nada vai separar... e isso me faz um bem danado!!!
MAG...
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
ABILOLADO MUNDO NOVO
'A máquina gosta de gente que não tem senso crítico, gente que não sabe pensar, não sabe articular os seus pensamentos. A máquina adora jovens imbecializados, gente que só "quer curtir", música imbecil, que imbecializa. Para termos um pensamento crítico e articulado, temos que "malhar" o pensammento, deixar o pensamento "sarado". E o treinamento do pensamento é a leitura. Através da leitura podemos entrar em contato com o pensamento de muita gente diferente, (...) Todos esses caras escrevem essa letras maneiras, como o Gessinger, o Renato Russo, o Arnaldo Antunes,o Herbert Vianna, o Lobão... todos eles são caras que têm muita "milhagem" de leitura... A máquina não quer saber de gente que pensa diferente. Gosta de gente que não sabe que é gente, e que adapta bem ao papel de engrenagem. Um bando de robôs, batalhões de autistas robotizados. Esse culto à ignorância , de que muita gente se orgulha, achando que essa bobagem é o máximo de rebeldia e que é, na verdade, apenas mais um implante da máquina, para gerar os seus escravos no abestalhado mundo novo.' (MALTZ, CARLOS. Abilolado Mundo Novo. Via Lettera Editora e Livraria. 1ª Edição, 2010.p 89)
- Quando li esse trecho do livro não aguentei... fiquei pensando o tempo todo... precisa compartulahr com alguém... li pra minha sobrinha... mas a euforia da leitora não foi a mesma da ouvinte... enfim... precisava passar adiante... resolvi colocá-lo aqui no blog, que anda um pouco abandonado... depois eu volto e escrevo mais coisas... vou tentar aparecer pra mim, pros meus pensamentos, principalmente, com mais frequência...
MAG...
quarta-feira, 22 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
Alheia...
Eu, por algum tempo, sempre gostei de dizer que não bebia porque gostava de estar no controle da situação. Na verdade nunca consegui. Mas, não sei porque razão achava que estava. Nem quando digo sim ou não... nem quando consinto algo.. nem quando penso em mim, ou no ser humano com ator histórico (blábláblá)... mas me estranho pensar assim... pois se eu for pensar de forma racional, sei como funciona a estrutura social... conheço as engrenagens da máquina, do sistema,as manipulações todas... enfim... mas ainda assim... não me sinto dona das minhas vontades... aí me aparece o reflexo de historiadora denovo... isso me persegue... nem quando quero postar um texto mais leve eu consigo escapar dessa capa de proteção de sentimentos...
Mas em que se baseia a minha reflexão desta vez? Por que estou tão pensativa em relação ao meu poder de decisão.. ou ao meu autocontrole (que agora não sei se tem hífen)... descobri a pouco tempo, há uns quatro dias que não controlo minhas emoções... e isso me deixou um tanto quanto frustada... é certo que sempre fui chorona, mas achei que conseguiria não ficar nervosa no exame de carro... mas não... minha perna tremia como vara ao vento... e é estranha essa sensação. Eu vi meu corpo todo centrado, calmo, quieto, concentrado, eu diria, mas a minha perna pulava, saltitante, dominando toda a situação...
Não saí da prova triste por conta da reprovação, isso acontece o tempo todo e também não me reconheci com essa reação... dessa vez era pra eu ter ficado triste, chorosa, e até arrasad... até pensando na zoação que possivelmente sofreria em casa... mas não... não tive muito tempo pra pensar nisso... fiquei pensando na minha perna... tremendo, sozinha... e eu, o ser que pensa, reflte, que tem plena consciência do mundo a sua volta, à mercê dela... logo ela, que recebe o comando do eu consciência... e que nada tem a ver com inteligência... essas reações é que me são estranhas... E o que levarei dessa experiência? VOU TOMAR MARACUJINA PRA PRÓXIMA PROVA!!!!
MAG...
Mas em que se baseia a minha reflexão desta vez? Por que estou tão pensativa em relação ao meu poder de decisão.. ou ao meu autocontrole (que agora não sei se tem hífen)... descobri a pouco tempo, há uns quatro dias que não controlo minhas emoções... e isso me deixou um tanto quanto frustada... é certo que sempre fui chorona, mas achei que conseguiria não ficar nervosa no exame de carro... mas não... minha perna tremia como vara ao vento... e é estranha essa sensação. Eu vi meu corpo todo centrado, calmo, quieto, concentrado, eu diria, mas a minha perna pulava, saltitante, dominando toda a situação...
Não saí da prova triste por conta da reprovação, isso acontece o tempo todo e também não me reconheci com essa reação... dessa vez era pra eu ter ficado triste, chorosa, e até arrasad... até pensando na zoação que possivelmente sofreria em casa... mas não... não tive muito tempo pra pensar nisso... fiquei pensando na minha perna... tremendo, sozinha... e eu, o ser que pensa, reflte, que tem plena consciência do mundo a sua volta, à mercê dela... logo ela, que recebe o comando do eu consciência... e que nada tem a ver com inteligência... essas reações é que me são estranhas... E o que levarei dessa experiência? VOU TOMAR MARACUJINA PRA PRÓXIMA PROVA!!!!
MAG...
sábado, 4 de junho de 2011
GUANTÂNAMO (Humberto Gessinger)
Quem foi que disse "te quero"?
Qual era mesmo a canção?
Quem viu a cor do dinheiro?
Qual a melhor tradução?
Quem foi ao rio de janeiro?
Qual era a intenção?
Qual foi o dia e a hora?
Quem foi embora... adeus
- Me tira daqui
- Não adianta gritar
- Me ajuda a fugir
- Ninguém vai escutar
Não agüento mais... eu não sei a resposta
Não agüento mais... eu não sei a resposta
Quem sabe o que vem primeiro?
Quem sabe o que vem depois?
Quem cabe no mundo inteiro?
Quem mais além de nós dois?
Quem chama ao telefone?
Por que não bate na porta?
Que chama arde teu nome?
Será que alguém se importa?
- Me tira daqui
- Não adianta gritar
- Me ajuda a fugir
- Ninguém vai escutar
Não agüento mais... eu não sei a resposta
Não agüento mais... eu não sei a resposta
Qual é a droga que salva?
Qual é a dose letal?
Quem quer saber tudo isso
Será que agüenta a pressão?
Eu não sei a resposta
Eu não sei a resposta
Não agüento mais... eu não sei a resposta
Não agüento mais... eu não sei a resposta...
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